Valpaços reivindica barragem para a zona da Padrela

Notícias, Região

A Câmara de Valpaços reivindicou na passada segunda feira a construção de uma barragem para rega, consumo humano e produção de energia na zona da Padrela, um investimento de 18 milhões de euros para preparar o concelho para períodos de seca.

Amílcar Almeida, presidente da Câmara de Valpaços, destacou a aposta no setor primário que rende ao concelho cerca de 150 a 180 milhões de euros por ano e onde “praticamente não há terras ao abandono”.

Segundo o presidente da autarquia, Valpaços destaca-se no distrito de Vila Real como o concelho com o maior superavit na balança comercial. “Exportamos mais 16 vezes do que aquilo que importamos”, detalha o autarca

A barragem servirá para a rega na agricultura, para o consumo humano, lazer, a produção de energia e para preparar o território para períodos de falta de água, cada vez mais frequentes devido às alterações climáticas.

Numa primeira fase, segundo o presidente, o empreendimento terá uma capacidade de rega de 1125 hectares, podendo, depois, vir a ser criados canais para levar a água a outras freguesias.

A câmara mandou fazer e pagou o estudo da barragem, mas o autarca defende que o projeto deve ser conjunto entre o município e o Estado português, através da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN).

Amílcar Almeida espera que o projeto “mereça a aprovação por parte do Ministério da Agricultura” para que a candidatura seja apresentada em conjunto e salientou que espera ainda que o “aviso seja aberto nas próximas semanas”.

O autarca disse que o país não pode “olhar só para o Alqueva e para o Alentejo” e que é preciso potenciar os territórios do Interior Norte.

A barragem, segundo acrescentou, poderá também servir o município vizinho de Vila Pouca de Aguiar.

Amílcar Almeida referiu que neste concelho essencialmente agrícola, a castanha é o produto mais rentável, correspondendo a um volume de negócios que ronda os “50 milhões de euros por ano”.

A castanha da serra da Padrela é um produto de Denominação de Origem Protegida (DOP) que tem “um alcance mundial”, estando presente em mercados desde a Europa aos Estados Unidos da América.

“Aqui praticamente não há terras ao abandono. As pessoas continuam a trabalhar a terra e a apostar na mecanização atendendo à falta de mão de euros que já se vai fazendo sentir”, salientou.

Daniela Parente
Fotografia: 
Rádio Renascença

Menu