Câmara de Vila Pouca de Aguiar está revoltada com a Caixa Geral de Depósitos

A Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar propôs à Caixa Geral de Depósitos vir a adquirir o
imóvel ocupado por esta agência bancária em Pedras Salgadas, e respetivos custos de funcionamento, sob compromisso da CGD manter em funcionamento as Caixas Automáticas e
o ATM.

Esta quarta-feira, 10 de outubro, Alberto Machado, presidente da Câmara reuniu com
Antonieta Santos e Clara Costa, representantes da CGD, que lhe comunicaram o não
acolhimento da proposta por parte do Conselho da Administração, acrescentando que o
equipamento de atendimento automático só permaneceria nas Pedras Salgadas até final deste
ano. E foi referida a intenção que o edifício seja devoluto para o alienar por via de um “fundo
de instalações”.

O Executivo Municipal acaba de enviar correspondência ao Presidente da República, Primeiro-
Ministro, Ministério das Finanças e Grupos Parlamentares da Assembleia da República a denunciar a atitude de total falta de abertura dos responsáveis pelo banco público e apelar para que intercedam junto do respetivo Conselho de Administração para que se encontre uma solução de consenso para estas populações.

Alberto Machado mostra-se revoltado pela desconsideração pelas gentes do Alto Tâmega, que detêm o menor rendimento per capita do país, e denota angústia pela impossibilidade desta autarquia numa solução atenuadora dos prejuízos que já se fazem notar a norte do concelho.

A missiva expressa ainda a consternação pela continuada arrogância e falta de abertura por opções conciliadoras e por soluções menos onerosas para o erário público e a repulsa pela altivez e procedimentos obscuros na gestão do património devoluto do Banco Público.

Recorde-se que a Administração da Caixa Geral de Depósitos procedeu ao encerramento da sua agência bancária na vila de Pedras Salgadas a 29 de junho de 2018.