A Ponte de Arame em Monteiros vai ser transladada por causa das barrragens

A Iberdrola efectuou esta terça-feira, um ponto da situação do Sistema Eletroprodutor do Tâmega. Com 35% dos trabalhos já realizados, a concessionária emprega 1.500 trabalhadores de forma directa. A construção das três barragens: Gouvães, Daivões e Alto Tâmega, tem um investimento de 1.500 milhões e projecta a criação de 13.500 empregos de forma directa e indirecta, no período onde o volume de trabalho é maior (2018-2020). Para a Iberdrola “a contratação de mão-de-obra local é uma prioridade”, como mencionou José Maria Otero, responsável pela área de licenciamento da Iberdrola. Neste momento 15% dos trabalhadores são oriundos da zona do empreendimento.

Sara Hoya, responsável ambiental da Iberdrola, explicou o Plano de Ação Socioeconómico assinado com os sete municípios envolvidos no empreendimento (Vila Pouca de Aguiar, Ribeira de Pena, Boticas, Chaves, Valpaços, Montalegre e Cabeceiras de Basto). A verbal global do plano é de 50 milhões, dos quais 24 milhões serão canalizados para a gestão dos municípios, enquanto que 26 milhões ficam reservados para a expropriações, transladação de património e monitorização ambiental.

A Ponte de Arame, que liga a aldeia de Monteiros, em Vila Pouca de Aguiar, a Veral, em Boticas, vai ser transladada por causa da subida das águas. A confirmação foi feita por Sara Hoya, da Iberdrola. Esta terça-feira, a concessionária realizou uma visita a algumas obras financiadas aos municípios. Em Ribeira de Pena, evidencia-se a Casa do Produtor e o Museu Escola. Já, em Boticas, a Iberdrola apoia a potencialização do Boticas Parque – Natureza e Biodiversidade. Quanto a Vila Pouca de Aguiar, a concessionária espanhola, financiou o Centro Hípico de Pedras Salgadas, bem como o Centro Interpretativo de Tresminas.