Carlos Sousa um cabeleireiro com sucesso em Vila Pouca de Aguiar

A Rádio Clube Aguiarense esteve à fala com Carlos Sousa, cabeleireiro de profissão, que reside em Vila Pouca de Aguiar desde 2006 e onde tem o seu salão.

Carlos Sousa, foi emigrante na Suíça, país que gostou de conhecer, mas, onde era difícil encontrar um emprego sólido. Contudo, num determinado dia, decidiu tirar uma formação de cabeleireiro, visto que, já em idade precoce tinha o gosto por esta área.

“Eu foi emigrante na Suíça, mas enquanto estive lá não conseguiu ter uma profissão. Um dia, lembrei-me e decidi tirar uma formação como cabeleireiro, já que desde novo tinha um enorme interesse por este ramo. Ainda por cima, eu tinha uma sobrinha que era cabeleireira, e quando a via a trabalhar sempre lhe disse que um dia também eu ia tirar o curso de cabeleireiro, e consegui concluir essa formação na Suíça que durou três meses”, disse.

Depois de terminar a sua formação de cabeleireiro na Suiça, Carlos Sousa, decidiu convencer a esposa a regressar novamente a Portugal para poder abrir o seu próprio salão. “Quando acabei a minha formação, tentei convencer logo a minha esposa para regressarmos a Portugal, senti necessidade em abrir o meu próprio negócio e poder fazer aquilo que mais gostava”, referiu.

Desde 2006, que o nosso entrevistado tem o seu salão situado no centro de Vila Pouca de Aguiar, e mostra-se satisfeito por viver em terras aguiarenses. “Gosto muito de Vila Pouca de Aguiar, é uma terra muito bonita. Abri o meu salão de cabeleireiro há 11 anos, e estou muito agradecido por ter clientes que gostam do meu trabalho. Sou neste momento uma pessoa feliz”, salientou.

Sobre as conversas que vai mantendo com os clientes, enquanto lhes corta o cabelo ou apara a barba, Carlos Sousa menciona que debate temas como: futebol, politica, cultura e situações que acontecem no concelho. “Aqui no meu salão, costumo falar com os clientes sobre futebol, debatemos as situação das aldeias do concelho, às vezes trocamospontos de vista sobre os assuntos da politica e também gostamos de falar da cultura do nosso país, que é uma coisa muito importante”, destacou.

Em relação, ao aspecto, que nos últimos tempos vários jovens começam a envergar pela profissão de cabeleireiro, Carlos Sousa enaltece a coragem dos jovens e diz que nesta área só trabalha quem tem gosto. ” Eu dou os meus parabéns a muitos jovens que vão tirar este curso, porque em primeiro lugar é uma arte bonita, e depois é uma profissão interessante que desperta algum gosto nas pessoas. Eu até costumo dizer que só é cabeleiro, quem tem gosto naquilo que faz. Ainda por cima nós, os cabeleireiros mais antigos estamos a envelhecer e necessário vir a geração nova”, mencionou o profissional.

Porém, há quem defenda que o cabeleireiro é um bom conselheiro das pessoas e na opinião de Carlos Sousa essa teoria está correta. “Eu às vezes sinto-me um conselheiro dos meus clientes, dou-lhes conselhos sobre saúde, e alguns problemas que eles vão tendo na vida. Há pessoas, que gostam de vir aqui desabar comigo enquanto cortam cabelo”, afirmou.

Apesar de ser natural de Gondomar, é em Vila Pouca de Aguiar, que Carlos Sousa se sente bem. O cabeleireiro, evidencia algumas qualidades que gosta de ver na sede de concelho. “Na minha opinião, Vila Pouca de Aguiar, apresenta melhor qualidade de vida que outras vilas do nosso país. Temos aqui um bom clima, as pessoas são simpáticas e solidárias, temos muitos eventos na cultura, e as organizações que às vezes a câmara faz, também são espectaculares. Gosto muito de viver neste concelho, e só posso dizer obrigado às pessoas que me acolheram aqui”, enalteceu o cabeleireiro.

Por fim, Carlos Sousa, destaca que é importante as pessoas irem aos cabeleireiros, porque para além de se sentirem mais jovens a auto-estima fica sempre mais elevada.

“É bom as pessoas saírem de casa e virem ao cabeleireiro, melhoram logo a sua auto-estima e até ficam mais jovens. Eu costumo dizer que vir cortar o cabelo é com comprar uma peça de roupa nova, todos gostamos de ficar bonitos e bem aprumados. Às vezes, tenho clientes mais novos que gostam de penteados modernos, mas cada pessoa tem o seu estilo e temos de respeitar. Já as pessoas mais idosas, gostam de manter sempre o mesmo corte de cabelo. Aqui no meu salão, as pessoas se quiserem até podem trazer uma fotografia do panteado que querem que eu faço na perfeição. Tenho orgulho no meu emprego, e sinto-me bem a poder contribuir para a felicidade dos outros”, finalizou o profissional.