Mário Costa: “É preciso ter mais dadores de sangue em Portugal”

O enfermeiro, Mário Costa, da UCC Vila Pouca de Aguiar, esteve hoje em directo no programa “A tarde é nossa” da RCA a falar dos dadores de sangue. Na opinião do profissional de saúde, o nosso país ainda está carente de pessoas que façam as suas dádivas de sangue.

“Precisamos que as pessoas doem sangue, e que façam este acto púbico. Portugal é um país que necessita que a sua população seja mais activa neste sentido. Sei que somos um povo solidário, por isso temos de reflectir e pensar também nos cidadãos que necessitam das dádivas de sangue. No meu entender as campanhas sobre os dadores de sangue deviam de ser mais intensas”, disse.

Mário Costa, também explicou de que forma as pessoas podem dar as suas dádivas de sangue, bem como é feito esse processo.

“Podem dar sangue todas as pessoa com bom estado de saúde, com hábitos de vida saudáveis, peso igual ou superior a 50 kg e idade compreendida entre os 18 e 65 anos. Para uma primeira dádiva o limite de idade é aos 60 anos. Os homens podem dar sangue de 3 em 3 meses (4 vezes no ano) e as mulheres de 4 em 4 meses (3 vezes ao ano), sem nenhum prejuízo para si próprios”, salientou.

Sobre a questão onde podemos dar sangue, o enfermeiro Mário Costa, mencionou os locais onde as colheitas de sangue devem ser efectuadas.

“As pessoas podem doar o seu sangue nos Centros Regionais de Sangue (CRS) de Lisboa, Coimbra e Porto, nos locais onde se efectuam brigadas móveis de colheita de sangue e nos serviços de imunohemoterapia hospitalares, com colheita a dadores. Também em algumas localidades do nosso país como é o casa particular de Vila Pouca de Aguiar algumas brigadas moveis vêm até cá para efectuar as colheitas de sangue dos dadores que até lá se dirigem. Em Vila Real as colheitas são feitas junto à Igreja da Sé.

Por fim, o profissional de saúde destacou ainda a importância que é doar sangue. ” É importante esclarecer as pessoas que doar sangue é um acto seguro e simples, durante a dádiva não existe nenhuma possibilidade de contrair qualquer doença. Antes das pessoas efectuarem as suas dádivas, um médico vai-lhes realizar uma entrevista confidencial, para avaliar as suas condições de saúde e descartar  qualquer aspecto que o impeça de ser dador.  O principal objectivo é preservar a saúde do dador e garantir uma transfusão segura para os doentes. Em pouco mais e 30 a 40 minutos as dádivas são feitas”, rematou o enfermeiro Mário Costa.